quinta-feira, 28 de abril de 2011
2010.08.26
2010.09.20
2010.12.05
domingo, 2 de agosto de 2009
Ermo - Santa Catarina - Brazil
Município brasileiro do Estado de Santa Catarina. Localiza-se a uma latitude 28º58'57" sul e a uma longitude 49º38'37" oeste, estando a uma altitude de 16 metros. Sua população estimada em 2004 era de 2.056 habitantes.
Após duas tentativas frustradas, finalmente em 1992 uma comissão supra-partidária conseguiu a emancipação política de Ermo. Distrito de Turvo desde 1956, o novo Município foi o primeiro do Brasil e da América do Sul a ter um plebiscito computadorizado, com um resultado surpreendente: 98% da população votou pelo "sim", separando-se de Turvo.
Tendo o arroz irrigado como principal cultura e fonte de arrecadação, o município também tem plantações de feijão e maracujá, e está investindo na criação de aves. Como depende exclusivamente da agricultura, a principal preocupação da administração municipal são as estradas que ligam as várias comunidades ao centro.
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Morro da Fumaça - Sta Catarina
Município brasileiro do estado de Santa Catarina. Localiza-se ao sul do estado, a cerca de 180 km da capital Florianópolis. Faz divisas com Cocal do Sul (ao Norte), Içara (ao Sul), Sangão e Treze de Maio (a Leste) e Criciúma (a Oeste).
Os primeiros habitantes de Morro da Fumaça foram os índios Carijós. Os primeiros europeus a chegarem, por volta do ano 1900, vieram da Bielo-Rússia. Viviam basicamente da produção de suínos. Em 1910, aproximadamente, venderam as terras a italianos. José Cechinel e sua esposa Hermínia Sóligo Cechinel foram os primeiros a fixarem residência no local, sendo considerados os fundadores de Morro da Fumaça.
Dia 6 de setembro de 1931 foi instalado o distrito de Morro da Fumaça, pertencente a Urussanga. A emancipação aconteceu em 20 de maio de 1962, tendo como primeiro prefeito eleito o Sr. Jorge Silva.
Segundo historiadores, o nome se deve à neblina formada no morro onde hoje se localiza o Hospital de Caridade São Roque, sempre que o Rio Urussanga subia. Uma outra versão conta que, devido a esta neblina, pessoas que por ali se instalavam precisavam acender fogueiras em seus acampamentos, causando a emissão de fumaça.
As principais atividades econômicas do município são:
Extração mineral (fluorita);
Indústrias Cerâmicas, com produção de telhas, tijolos, pisos e azulejos;
Indústrias de Confecção e Facção;
Agricultura, dominada principalmente pela cultura de arroz e tabaco;
Beneficiamento de Arroz.
Rodovias
Rodovias Federais
BR 101
Rodovias Estaduais
SC 445 - ligando Morro da Fumaça a Urussanga
SC 443 - ligando Morro da Fumaça a Criciúma e Sangão
Ferrovias
Ferrovia Teresa Cristina
Aéreo
Aeroporto Diomício Freitas, localizado no município de Forquilhinha, distante 33 km
Boa parte da população é formada por descendentes de italianos, embora haja também uma grande parcela de descendentes de alemães, portugueses e poloneses.
terça-feira, 28 de julho de 2009
A nossa história suspensa por cabos de aço.
Por
Sérgio Maestrelli
maestrelli@epagri.sc.gov.br
A nossa história suspensa por cabos de aço.
Em meados do Séc. XIX, tropeiros que descem a Serra do Doze descobrem que existem pedras que queimam e imigrantes italianos a partir de 1878 gritam que existem pedras que “brusam”. Eis o início de uma história feita de pedras e homens.
Em 20 de maio de 1874 visando a exploração do recém descoberto carvão, por decreto do Imperador D. Pedro II, nasce a chamada “Estrada do Visconde”, logo batizada de Estrada de Ferro Dona Teresa Cristina, em homenagem a nossa Imperatriz. Dois anos após com capital inglês transforma-se na “The Donna Thereza Christina Railway Company Limited. Em 1880, milhares de dormentes dão início à construção da estrada de Imbituba a Lauro Muller, numa extensão de 128 km, com um pequeno ramal que saúda Laguna, terra de Anita Garibaldi e sede do mais belo monumento em homenagem à mulher brasileira. O imigrante italiano transforma-se no braço forte deste empreendimento férreo que é inaugurado em 1 de setembro de 1884.
Em maio de 1917 é fundada a CCU – Companhia Carbonífera Urussanga e um ano após tem início a extração das primeiras vagonetas de carvão. Em 1919 a primeira Maria Fumaça chega à Benedetta, orgulhosa e faceira, chiando, ofegante e sedenta por um gole de vinho para temperar as suas engrenagens. Em 1922, ela avança sobre Rio Caeté e Rio Deserto em busca das pedras pretas.
Na linguagem do Monsenhor, homens e mulheres, mineiros e escolhedeiras, com saúde ou sem ela, trocaram os chapéus de palha pelos capacetes, os arados pelas picaretas, os carros de bois pelas vagonetes, o caldeirão da polenta pela marmita e começaram a registrar a história da Batalha do Carvão.
Um exército de colonos, motoristas, mulheres (e aqui vai uma homenagem às bravas mulheres escolhedeiras de carvão de Rio Carvão, Santana e Rio América, que com seu trabalho forjaram o futuro de seus filhos), além de mineiros, heróis anônimos de nossa terra, plantam uva, tomam vinho, comem polenta, arrancam do solo as pedras pretas e transportam o carvão por caçambas que voam rumo às caixas de embarque em Rio Deserto e no Bairro da Estação. Lá serão despejadas com enorme barulho nos vagões da E.F. Dona Tereza Cristina. Mineiros com seus gasômetros e picaretas escrevem o épico “A Saga do Carvão”. Quer queiram ou não, as pedras pretas fazem parte da nossa história, da nossa cultura, da nossa alma.
Imitando formigas em fila indiana, dia e noite e suspensas por cabos aéreos, cerca de 35 caçambas da CCU, com tecnologia da Siemens, num percurso de aproximadamente 3 km transportam carvão das minas de Rio América ao lavador e caixa de embarque em Rio Deserto.
Na década de 40, no Governo Getúlio Vargas, em plena II Guerra Mundial, o carvão torna-se fator de segurança nacional. Na década de 50, a CSN e a Carbonífera Treviso S/A deslocam a Marion I e II. Em 1952-1954, a MINERASIL- Mineração Geral do Brasil adquire cabos, torres e caçambas que chegam por navios e com tecnologia alemã dá início a construção do cabo aéreo Bairro da Estação – Rio Carvão – Santana. São 8 km, 50 torres e 140 caçambas com capacidade para 800 a 1000 kg de carvão. Em dois anos, o empreendimento está implantado. É inaugurado em 1956 e por 20 anos caçambas sobem e descem transportando algo em torno de 1 milhão de toneladas de carvão. As caçambas, tornam-se ao lado do vinho e da polenta, um dos mais tradicionais símbolos de nossa cidade.
Estamos vivendo a época dourada dos anos 60, da Jovem Guarda, dos The Beatles e dos Rolling Stones. A turma da Rua do Sapo, formada por, Gilson, Bita, Derde, Joca, Minossa, Pedrinho, Telmo, Baga, Capipa, Laudelino, Cal, Zé, Nazareno, Nico, Tadeu, Raul, Jânio, Keio, Loni, Sérgio, Lucafo, entre outros, passam o tempo atrás de uma “bola de pneu”, sobem o morro, chupam cana e bergamota e ficaram horas observando o vaivém das caçambas com o seu barulho característico que jamais sairão de seus ouvidos. De vez em quanto, alguém grita. Lá vem ela. É uma caçamba diferente que tem a missão de engraxar os cabos. Cabos arrebentados, caçambas paradas. Quando elas voltam a funcionar, o grito de alegria é geral. E o dia em que a caçamba tombou o caminhão do Otto Salvador? Foi assunto de nossa turma por dois anos seguidos. Era uma época de nossas vidas em que tínhamos ouro nas mãos e desgraçadamente não sabíamos.
A história é feita por pessoas. E o cabo aéreo tem a marca a ação de muitos homens como Dr Schmitt, João Méier, João Gabriel Maccari, o barbado, Otávio Zanin, Ângelo Zanin, Alberto Barrichello, Frederico Fernandes, Avelino Zanin, João Zanin, Ilbe Dal Bó, João Felisbino, Silvestre Bendo, Hortêncio Inocenti, Deoclerio Barbosa, Ângelo Zuchinalli, Valmor Concer, Remílio Covre, João Ramos Roussent, Joaquim Manoel, entre outros. Em 1977, as caçambas silenciaram. No início da década de 80 inicia-se o desmonte. Alberto Silveira, feitor da CCU, presenteia o mecânico Virginio Maestrelli com duas caçambas que foram guardadas a sete chaves.
Uma única voz se ergue, via sermões na Igreja Matriz e via Andorinha Mensageira, para que com o apoio do povo, as autoridades mantenham o cabo aéreo de pé no trecho compreendido entre a Vila São José e o Bairro da Estação. As autoridades se fizeram de surdas, e o povo indiferente. Monsenhor desiludido nos enviou uma correspondência a Pelotas onde cursávamos na Universidade a faculdade de Engenharia Agronômica e Direito, afirmando que “fora apenas uma voz que clamou no deserto. Não houve eco. Fui Derrotado”.
Urussanga cometia um dos maiores atentados culturais contra o seu patrimônio histórico.
Cabo aéreo e suas caçambas
Poderia ter se transformado num atrativo turístico único. Construído pela Minerasil na década de 50, foi desativado em 1977. No início dos anos 80 tombou, não pela ação da ferrugem ou da pirita. Tombou vítima da mais corrosiva das substâncias: a ignorância.
ATTENTI RAGAZZI
Trate de preservar as suas raízes, porque a árvore que despreza as suas raízes, SECA.
E lembre-se que você está aqui hoje vivenciando a XI “Festa Ritorno alle Origini” por um único e simples motivo: seus antepassados foram vencedores.
Fonte link direto
http://portalpanorama.com/2009/05/22/urussanga-terra-da-sanga-terra-da-cacamba/comment-page-1/#comment-2223
Urussanga
município brasileiro do Estado de Santa Catarina. Localiza-se a uma latitude 28º31'04" sul e a uma longitude 49º19'15" oeste, estando a uma altitude de 49 metros, e a 185 km da capital Florianópolis. Sua população estimada em 2004 era de 19 110 habitantes. Possui uma área de 237,41 km².
Urussanga significa, em tupi-guarani, "rio de águas frias", e é o nome do principal rio que banha a cidade. A vila foi fundada pelo engenheiro maranhense Joaquim Vieira Ferreira em 26 de maio de 1878 e emancipada em 6 de outubro de 1900. Principal núcleo da colonização italiana do sul do estado, destaca-se na gastronomia e na produção de vinhos. Realiza a Festa do Vinho nos anos pares, e a Ritorno alle Origini nos ímpares, a primeira sempre no mês de agosto e a segunda no aniversário da cidade, quando são celebradas a cultura herdada dos imigrantes, com muita música, boa comida e bom vinho.
Durante muito tempo a principal atividade ecônomica da cidade foi a extração de carvão mineral, já que a cidade localiza-se numa das principais regiões carboníferas do país (junto com os municípios de Lauro Müller, Siderópolis e Criciúma).
A origem da colonização é italiana e as vias de acesso são as rodovias SC-446 via Criciúma e Orleans e a SC-445 via BR-101 (Morro da Fumaça).
A emancipação da colônia Urussanga deu-se em 31 de dezembro de 1881, elevada a município em 6 de outubro de 1900. A instalação do município teve lugar em 22 de janeiro de 1901 e a instalação da comarca em 20 de dezembro de 1925, sendo hoje uma comarca intermediária.
No relevo, predominam os terrenos de topografia acidental, havendo 30% de terrenos planos ondulados e 70% da área possuem declividade acima de 20%. Urussanga está localizada a uma altitude de 49 metros acima do nível do mar. O solo é podzólico vermelho/amarelo, de textura arenosa (45%), cambissolo álico (40%) e terra estruturada (15%). Em seu subsolo existe minérios importante: o carvão mineral e algumas reservas de fluorita e argila. O clima: Segundo a metodologia proposta por Köppen, Urussanga é classificado como clima subtropical úmido, sem estação seca, com verão quente. As temperaturas variam de 42,2°C (máxima) e -4,6°C (mínima), com uma média de 19,2°C. O inverno é frio e úmido com geadas ocasionais. As chuvas são bem distribuídas durante as estações do ano, não ocasionando longos períodos de secas e nem inundações freqüentes. O seu índice pluviométrico é de 1.540mm/ano e a umidade relativa do ar é de 81,5% em média. Velocidade média do vento é de 2,0m/s.
O município apresenta uma vegetação do tipo cerrado, com presença ainda de árvores nativas.
O município de Urussanga é banhado pelo Rio Urussanga, tendo como principais afluentes: Rio Maior, Rio Carvão, Rio Deserto, Rio Caeté, Rio Barro Vermelho e Rio América. A disponibilidade de água em Urussanga é relativamente boa entre os meses de março e setembro e levemente deficitária entre os meses de outubro e fevereiro. Quanto a qualidade das águas, o Rio Urussanga e vários de seus afluentes apresentam uma das piores situações do Estado.
A concentração de empresas mineradoras contribui decisivamente para a poluição generalizada. Observa-se a ocorrência de degradação das águas desde a nascente (cabeceira) até a foz. Face a isto, as águas de Urussanga, em sua grande maioria, caracterizam-se como impróprias para o consumo humano, apresentando também restrições para outras atividades, incluindo irrigação. Um programa intensivo de conservação dos recursos hídricos é da maior importância para garantir o abastecimento para o consumo humano e para a irrigação, prática muito importante para a garantia da produção agrícola.
Movimento econômico misto, baseado nas indústrias de artigos plásticos, cerâmicos, móveis, esquadrias de alumínio, metalurgia, industria de peças para motos em geral, equipamentos para suinocultura e avicultura, confecções e vitivinicultura.
No setor primário, o destaque é para as culturas do milho, feijão, arroz e fumo, viticultura, fruticultura e a criação de aves e suínos.





























